Planeta Tierra - GIFMANIA

terça-feira, 11 de agosto de 2015

O CLIMA E O TEMPO

Tempo e Clima - Atmosfera e Pressão


Resumo: muitas pessoas confundem clima com o tempo. Mas será que há diferença entre os dois? É o que veremos nesta lição, bem como os fatores que influenciam o clima e os seus elementos. Também será mostrado uma visão geral dos principais climas do mundo.

A diferença entre tempo e clima está, na verdade, na escala temporal que os envolve. O tempo é um estado momentâneo da atmosfera, enquanto o clima é a configuração mais permanente ou referente a um período de tempo maior.

O tempo, portanto, refere-se ao estado da atmosfera no exato momento tratado. Veja alguns exemplos:
- Faz muito calor agora em Porto Alegre, com ausência total de nuvens.
- Em Goiânia, está muito seco hoje.
- Choveu muito em São Paulo durante essa semana.
- Como vem fazendo frios nesses últimos dias.
O clima, por sua vez, refere-se a condições comuns ou referentes a um período mais amplo.
- Todo final de ano é a mesma coisa, chove muito em Goiás!
- O inverno curitibano é sempre muito rigoroso.
- O aquecimento global deverá aumentar as temperaturas nas próximas décadas.
Quando falamos na previsão e também na análise do tempo atmosférico, estamos falando da meteorologia, ou seja, da ciência que estuda o comportamento imediato da atmosfera. Por outro lado, o clima é referente à climatologia. Geralmente, o climatologista utiliza-se do conjunto de dados fornecidos pelo meteorologista ao longo do tempo para realizar conclusões amplas e definitivas sobre a atmosfera de um determinado local.
Fatores do clima

Cada região tem seu próprio clima, isto porque os fatores climáticos modificam os elementos do clima. Os fatores climáticos são:

- Latitude
Quanto mais nos afastarmos do Equador, menor a temperatura. A Terra é iluminada pelos raios solares com diferentes inclinações. Quanto mais longe do Equador a incidência de luz solar é menor.
Altitude
Quanto mais alto estivermos menor será a temperatura. Isto porque o ar se torna rarefeito, ou seja, a concentração de gases e de umidade à medida que aumenta a altitude, é menor, o que vai reduzir a retenção de calor nas camadas mais elevada da atmosfera. Há a questão também que o oceano ou continente irradiam a luz solar para a atmosfera, ou seja, quanto maior a altitude menos intensa será a irradiação.
Quanto mais alto estivermos menor será a temperatura. Isto porque o ar se torna rarefeito, ou seja, a concentração de gases e de umidade à medida que aumenta a altitude, é menor, o que vai reduzir a retenção de calor nas camadas mais elevada da atmosfera. Há a questão também que o oceano ou continente irradiam a luz solar para a atmosfera, ou seja, quanto maior a altitude menos intensa será a irradiação.

- Massas de ar

Apresentam características particulares da região em que se originaram, como temperatura, pressão e umidade, e se deslocam pela superfície terrestre. As massas podem se polares, tropicais ou equatoriais.

As massas de ar tropicais se formam nos trópicos de Capricórnio e de Câncer.
Elas podem se formar na altura dos oceanos (oceânicas) e serem úmidas; serão secas se forem formadas no interior dos continentes (continental).
As massas polares são frias. Isto porque elas se formam em regiões de baixas temperaturas, como o nome já diz, nas regiões polares. Elas também são secas, visto que as baixas temperaturas não possibilitam uma forte evaporação das águas.
As massas equatoriais são quentes, se formam próximas a linha do Equador.
O encontro de duas massas, geralmente uma fria e outra quente, dá-se o nome de frente. Quando elas se encontram ocorre as chuvas e o tempo muda.
 Continentalidade e Maritimidade
Como a água retém calor por mais tempo que o solo, a temperatura das regiões litorâneas se mantém praticamente constante, pois de dia enquanto ainda está quente, a água absorve o calor do sol e, à noite, quando deveria estar frio, a irradiação lenta do calor absorvido pela massa de água faz com que o ar em torno se aqueça, mantendo a temperatura.
Essa é a “maritimidade”. Regiões que estão expostas a este efeito, possuem baixa amplitude térmica anual e diurna (pouca variação da temperatura ao longo do ano, e entre a temperatura de dia e de noite) e invernos menos rigorosos.
Já a continentalidade  é o contrário. Quanto mais distante do litoral (ou mais no interior dos continentes), maior é a amplitude térmica de determinada região. Ou seja, devido à rapidez com que o solo irradia calor e baixa capacidade de absorção, os invernos são mais rigorosos e a diferença de temperatura entre o dia e a noite também é grande.
A proximidade dos oceanos também acaba interferindo na quantidade de precipitações, fazendo com que as regiões litorâneas tenham taxas de precipitação maiores que as regiões interiores dos continentes, devido à grande evaporação e condensação.


Tipos de climas no mundo
Equatorial:
Clima quente e úmido durante o ano todo, em regiões localizadas próximas à linha do Equador, com temperatura média anual de 25°C e chuvas com médias acima de 2.000 mm anual.
Tropical:
Clima quente com variações de umidade com localização entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, podendo ser mais seco (tropical seco) ou mais chuvoso (tropical úmido). Temperaturas médias de 20°C e precipitações de 1.000 a 2.000 mm bem distribuídas durante o ano, mas com mais concentração no verão.
Subtropical:
Clima quente e frio com estações mais definidas, em que o verão é quente (média 20-25°C) e o inverno mais rigoroso (0-10°C). Precipitações médias de 1.000 mm a 1.500 mm distribuídas ao longo do ano.
Mediterrâneo:
Clima com verões quentes (média 25°C) e invernos brandos (0-15°C). As chuvas acontecem no inverno e o verão é quente e seco, com médias variando de 500 a 1.000 mm.
Desértico:
Clima muito quente durante o dia, com média de 30°C, e noites com temperaturas frias, pois a amplitude térmica é bem alta (15-20°C). As chuvas são raras e podem demorar anos para acontecer. A umidade do ar é muito baixa, aproximadamente de 15%.
Semiárido:
Clima quente durante todo o dia, com média de 25°C. Chuvas escassas com média de 300 mm ao ano. Umidade do ar baixa, mas mais alta que no clima desértico, cerca de 40%.
Temperado:
Clima com invernos frios (-5°C) e verões amenos (15°C). Precipitações anuais médias entre 1.000 a 2.000 mm.
Frio de montanha ou de altitude:
Frio constante durante todo o ano em razão das altas altitudes das montanhas, com médias anuais de 0°C e abaixo de zero, com presença de neve constante em altitudes mais elevadas. Precipitações anuais médias de 1.500 mm.
Polar:
Frio extremo com temperaturas sempre abaixo de 0°C, com umidade do ar muito alta em face da constante presença de neve o ano todo.




segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O PAÍS DAS ÁGUAS. O Brasil dispõe de fartura de água doce, mas o consumo inconsequente e a falta de infraestrutura ameaçam jogar pelo ralo esse presente da natureza .

Anavilhanas, no Rio Negro, na Amazônia

Bacia do Rio Amazonas (a maior bacia hidrográfica do mundo, com quase 7 milhões de Km²).
Em 2009, uma equipe multinacional formada por cientistas da Petrobras, pesquisadores ingleses e holandeses da Universidade de Amsterdã perfurou um poço com 4,5 mil metros de profundidade na foz do rio Amazonas. Eles não estavam à procura de petróleo, mas capitaneavam uma espécie de viagem no tempo. Sua busca era pelo mais primitivo leito do rio, enterrado por milhões de anos de deposição de sedimentos. Mais tarde, a equipe anunciou a descoberta em uma revista especializada: de acordo com as análises dos estratos, o rio mais caudaloso do planeta nasceu há 12 milhões de anos.
Foi esse o tempo necessário para que o Amazonas projetasse em suas margens uma gigantesca floresta tropical. Sua água segue até o Atlântico e, por evaporação, volta a despencar sob a forma de chuvas torrenciais na selva. Um ciclo generoso, expresso em proporções colossais: trajeto de 6 675 quilômetros a partir dos Andes e vazão média diária de mais de 17 trilhões de litros - 15% de toda a água enviada ao mar pelos rios do planeta. É uma espécie de encanamento invisível na atmosfera, que, de forma espantosa, é o mesmo desde os primórdios.
A generosa bacia Amazônica é o exemplo mais contundente de uma nação pródiga em rios, lagos e aquíferos que, juntos, concentram mais de 11% de toda a água doce disponível da Terra. Não há fartura semelhante em outros cantos do globo. Considerando toda essa abundância, cada brasileiro teria à disposição, na teoria, 34 milhões de litros por ano. É uma quantidade fabulosa, 17 vezes maior do que a ONU considera uma média confortável de consumo.
Nas próximas décadas, nas quais o recurso tende a tornar-se escasso em todo o mundo, as questões mais importantes irão orbitar em torno do uso inteligente dessa água. "Mesmo a nossa fartura é aparente, já que os maiores rios estão distantes milhares de quilômetros dos principais aglomerados urbanos", analisa Wanderley da Silva Paganini, superintendente de gestão ambiental da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). "É preciso entender que se trata de um bem finito. Daí a importância de utilizar o mínimo necessário e não poluir as fontes naturais", completa ele.
Brasil, o país irrigado
Doze mil rios escorrem pelo território brasileiro - mais de 70% deles na bacia Amazônica -, formando 12 bacias hidrográficas (a extensão de terras drenadas por um rio e seus afluentes). No subsolo, dois aquíferos - Guarani e Alter do Chão - guardam quase 120 mil quilômetros cúbicos de água. Esse conjunto sustenta boa parte do consumo per capita dos brasileiros, que nas últimas duas décadas mais que dobrou.
• 68% da matriz energética brasileira vem da água dos rios que são barrados em usinas hidrelétricas.
• 16% de toda a água enviada ao mar pelos rios do planeta sai da bacia Amazônica.
• 11% de toda a água doce da Terra está no Brasil.
• 6 milhões de quilômetros quadrados (quase o tamanho da Austrália) é a área da bacia Amazônica, que cobre sete países.
• 10% da população brasileira, ou 19 milhões de pessoas, não tem acesso à água tratada.
• 35 milhões de brasileiros vivem sem coleta de esgoto
• 90% do território brasileiro recebe m média entre mil e 3 mil milímetros de chuvas por ano.
• 34 milhões de litros de água cada brasileiro teria, por ano, à sua disposição, considerando-se toda a reserva de rios, lagos e aquíferos do país.
• 132 litros de água é o volume médio consumido pelo brasileiro por dia.
Fonte:NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL  (adaptado)

"Filho de um milionário" (Creedence Clearwater Revival ) legendado.


A década de 1960 nos Estados Unidos foi marcada por acontecimentos drásticos que teriam grande repercussão no presente e no futuro do país e do mundo. Junto a tais fatos, e de extrema importância para o historiador, também merece destaque a relação de afrontas e respostas estabelecidas entre pensamentos culturais conflitantes. Mais do que um conflito ideológico – característico da Guerra Fria – era o conflito geracional um dos fatores da discórdia interna aos Estados Unidos. Com o advento da Guerra do Vietnã, bem como do movimento pelos direitos civis, do feminismo, do movimento gay entre outros, a juventude evidentemente vivia em um contexto social e político de ampla contestação, para se falar o mínimo. Com a chegada de Lyndon Johnson à presidência em 1963, o país viu uma intensificação do conflito com o Vietnã. Embora não fosse uma guerra declarada oficialmente, o envio crescente de tropas para o Sudeste Asiático não deixava dúvidas da direção tomada. 
A crítica do Creedence Clearwater Revival sobre o recrutamento


Em 1969, o Creedence Clearwater Revival deixou sua marca de protesto. Um mês após Woodstock, a banda lançou "Fortunate Son", uma canção que questionava o porquê de certas pessoas não serem convocadas para a guerra.ohn Fogerty e Doug Clifford, vocalista e baterista, respectivamente, haviam servido o Exército de 1966 a 1967. Paralelamente, Fogerty percebeu que algumas pessoas ligadas a poderosos estavam conseguindo escapar do alistamento obrigatório.

A canção, dessa forma, é cantada do ponto de vista de um soldado que não é o filho de nenhum senador, milionário ou líder militar, ou seja, não é um “filho afortunado”.Apesar de ser contrária à guerra, a música punha-se favorável aos soldados que lutavam no Vietnã. Como Fogerty e Clifford, assim como a maioria dos fãs do Creedence Clearwater Revival, muitos dos combatentes vinham da classe trabalhadora e da classe média. Sua presença no conflito se devia, dentre outros motivos, por não possuírem contatos que permitissem que levassem uma vida normal nos Estados Unidos.

Fonte:: Crítica e representação da Guerra do Vietnã no rock dos anos 1960 http://whiplash.net/materias/biografias/099509-jimihendrix.html#ixzz3iQvWH822